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19/03/2019

Tragédia em escola de Suzano-SP deixa mortos e feridos. Como anda a segurança pública nas escolas do Brasil?

O SAAEC manifesta pesar e condolências aos familiares dos envolvidos na tragédia ocorrida na quarta-feira (13/3/19) em Suzano, na grande São Paulo, na Escola Estadual Professor Raul Brasil. Também se solidariza o SAAEC com os profissionais e alunos dessa escola, que sobreviveram e que, apesar do trauma, terão que prosseguir nas atividades do ano letivo.


Situação de violência lamentável e inimaginável para um dia que deveria ter sido um dia normal de aula. Dois ex-alunos encapuzados (um de 17 anos e um de 25 anos) atiraram e mataram oito pessoas: cinco alunos, a Coordenadora Pedagógica e uma funcionária da escola; e ainda o dono de uma loja de veículos próxima à escola, tio de um dos autores do massacre. Há onze feridos, dois em estado grave, segundo noticiado pela mídia na noite do dia 13/3.

Nós brasileiros estamos consternados e perplexos. Certamente, nenhum de nós quer que esse cenário de violência se torne “algo normal”.

É muito triste lembrar que esta não é a primeira tragédia desse tipo. Houve outros episódios em escolas.

Em setembro de 2018, em Medianeira, oeste do Paraná, 60 km de Foz do Iguaçu, um adolescente de 15 anos entrou armado e atirou contra colegas de classe no Colégio Estadual João Manoel Mondrone.

Em outubro de 2017, em Janaúba, norte de Minas Gerais, o vigia do Centro Municipal de Educação Infantil Gente Inocente jogou álcool em crianças e nele mesmo. Em seguida, ateou fogo. Também em 2017, um estudante de 14 anos, no intervalo, pegou da mochila uma pistola e atirou dentro do Colégio Goyases, escola particular, em Goiânia.

Em abril de 2012, dois adolescentes (16 e 13 anos) provocaram um tiroteio na Escola Estadual Enéas Carvalho, no centro de Santa Rita, em João Pessoa.

Em abril de 2011, na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro um homem (23 anos) atirou, usando dois revólveres, contra alunos em salas de aulas lotadas. Em setembro de 2011, um aluno de 10 anos atirou em uma professora na Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, SP. Depois atirou na própria cabeça e morreu; felizmente, nesse caso, a professora sobreviveu.

Em janeiro de 2003, um ex-aluno (18 anos) atirou contra alunos e funcionários na Escola Estadual Coronel Benedito Ortiz, em Taiúva, SP.

Em 2002, um aluno de 17 anos matou a tiros duas colegas da escola particular Sigma, no bairro Jaguaribe, em Salvador.

Mas, ainda houve massacre na Catedral Metropolitana de Campinas, SP, em dezembro de 2018. Um homem invadiu a igreja ao término da missa atirando nos fiéis.

A Segurança Pública compete ao governo. Mas podemos e devemos cobrar providências para garantir a segurança da população brasileira.

Quando deixamos nossos filhos nas escolas a cada dia, imaginamos que estão em segurança. E de repente somos aturdidos com esse fato cruel e desumano.

Queremos medidas urgentes que garantam um sistema moderno e eficaz de segurança e de vigilância nas escolas e nas imediações destas. Queremos contar com a Segurança Pública para nos sentirmos protegidos e não para nos sentirmos ameaçados à mercê da violência.

Queremos que o ensino no Brasil tenha a atenção necessária, para que alunos sejam devidamente esclarecidos e orientados.