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11/03/2019

Segundo estudo do IBGE, mulheres brasileiras ganham menos que os homens

A desigualdade salarial entre homens e mulheres ainda é uma realidade no Brasil. Um levantamento do IBGE divulgado dia 8 de março revelou que o rendimento médio das mulheres ocupadas equivalia a 79,5% do que era recebido pelos homens.


No ano passado, o rendimento médio das mulheres foi de R$ 2.050,00, enquanto os homens receberam R$ 2.579,00. Uma diferença de 20,5%.

Os números colhidos em 2018 mostram uma melhora em relação a 2017, quando o rendimento médio das trabalhadoras equivalia a 78,3% ao dos homens, mas ficou inferior ao observado em 2016 (80,8%). Nesse cenário, as mulheres trabalharam menos horas do que os homens, um total de 37,9 horas, enquanto os homens atuaram por 42,7 horas.

A diferença no ano passado foi menor nas faixas etárias mais jovens. Para os trabalhadores com idade entre 25 e 29 anos, a diferença salarial média foi de 13,1%, subindo para 18,4% na faixa de 30 a 39 anos e 25,1% na faixa de 40 a 49 anos.

O único setor em que as mulheres ganhavam o mesmo que os homens eram as Forças Armadas e a polícia, segundo dados do IBGE. De fato, elas ganhavam 0,7% a mais, em média.

Em relação ao nível de instrução o levantamento indica que, em 2012, 13,1% dos homens ocupados tinham o ensino superior, passando para 18,4% em 2018, um aumento de 5,3%. Entre as mulheres essa estimativa foi 16,5% para 22,8%, entre 2012 e 2018 – um aumento ainda maior: 6,3%.