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22/11/2017

Precarização do Trabalho - Cresce o número de empregos sem carteira assinada

Está crescendo a informalidade no país e a precarização do trabalho. Em três anos, segundo dados do IBGE, houve redução de 3 milhões no número de postos de trabalho com carteira assinada.


Trabalhadores que perderam emprego formal e enfrentam situação difícil para o próprio sustento e o de sua família, se sujeitam à informalidade ou trabalham por conta própria.

Está crescendo a informalidade no país e a precarização do trabalho. Em três anos, segundo dados do IBGE, houve redução de 3 milhões no número de postos de trabalho com carteira assinada. Ter registro em carteira é muito importante na vida do trabalhador brasileiro, pois representa ter garantias trabalhistas como FGTS, plano de saúde, licença maternidade, 13º. salário, férias, etc.

A expansão de vagas ligadas à economia informal (empregos sem carteira assinada e os profissionais autônomos, os chamados trabalhadores por conta própria) enquanto diminuem as vagas de trabalho formal (com carteira assinada) é o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada dia 30 de novembro de 2017, pelo IBGE. Segundo essa pesquisa, a taxa de desemprego foi a de 12,2% no trimestre que se encerrou em outubro. Foi abaixo de julho de 2017 (12,8%) e acima, em igual período no ano passado (11,8%). Porém, a análise do IBGE aponta que a ligeira melhora, no período recente, mostra que o mercado de trabalho brasileiro está trocando empregados com carteira assinada por trabalhadores informais.

Os dados da pesquisa apontam que, no trimestre encerrado em outubro, o mercado de trabalho perdeu 37 mil vagas com carteira assinada em relação ao trimestre anterior que se encerrou em julho. O número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado cresceu em 254 mil pessoas no trimestre mais recente.

Para o trabalhador esse cenário não é nada alvissareiro. E a reforma da Previdência que está para ser votada na Câmara prevê outras medidas que interferem na vida do trabalhador. É hora, portanto, de intensificar a mobilização!