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30/06/2015

Para o Ensino Superior 2015 definido reajuste de 7,41% (de março a junho/15) e 8% (de julho/15 a fevereiro/16) calculado sobre o salário de março/14.

Definido reajuste salarial do Ensino Superior de 7,41% (sobre o salário devido em 1º de março/14) para o período de março a junho/15 e 8% (também sobre o salário devido em 1º de março/14) para o período.


Após o impasse ocorrido durante as negociações com o sindicato patronal do Ensino Superior (SEMESP), o que fez com que houvesse atraso na definição do índice de reajuste dos Auxiliares, no mês de maio último o SAAEC assinou a Convenção Coletiva de Trabalho para o biênio 2015/2017.

Para o reajuste de 2015 ficou acertado o índice de 7,41% (aplicado sobre o salário de fevereiro/15) para os meses de março a junho/15 e 8% (também aplicado sobre o salário de fevereiro/15) para os meses de julho/15 a fevereiro/16, o que significa um complemento de reajuste de mais 0,59% em relação aos quatro primeiros meses.

O índice de reajuste foi definido pela média aritmética dos índices inflacionários do período compreendido entre 1º de março/2014 a 28 de fevereiro/2015, apurados pelo IBGE (INPC), FIPE (IPC) e DIEESE (ICV) acrescido de 0,59% de aumento real em julho/15.

As diferenças salariais relativas aos meses de março, abril e maio/15 deverão ser pagas até o dia 12 de junho/15, sob pena de, em não o fazendo, arcar com multa estabelecida na cláusula Prazo para Pagamento de Salário da Convenção Coletiva de Trabalho.

O Piso da Categoria foi fixado em R$ 982,00, para jornada integral de trabalho de 44 horas semanais. Os demais benefícios, com destaque para a bolsa de estudo, cesta básica, assistência médico-hospitalar, vale-refeição de R$ 12,00 (22 unidades) – para quem recebe salários inferiores ou iguais a R$ 1.246,00 e jornada integral de 44 horas semanais - além de mais de 55 cláusulas de grande alcance social.

As negociações, que culminaram com a assinatura da Convenção, foi fruto de uma grande luta em um longo processo, já que tiveram início em dezembro de 2014, passando pela data-base em março deste ano, e terminando somente em maio.

A intransigência patronal sempre foi a tônica nas campanhas salariais. Enquanto os empresários da educação ampliam seus lucros, sinalizando falta de comprometimento com a pauta dos trabalhadores, os Auxiliares têm seus direitos colocados em risco. Se os patrões enrolaram tentando ganhar tempo e ganhar pelo cansaço, com propostas medíocres, não adiantou. Há que se destacar nossa persistência para não deixar que os patrões retirassem direitos conquistados há vários anos.

Não é justo que haja desenvolvimento no país, gerando lucros desenfreados aos patrões, sem a devida valorização dos trabalhadores. Ao sairmos das negociações com importantes benefícios para os trabalhadores - que são legítimos, pela relevância do trabalho, para o fortalecimento do setor educacional - o resultado desse processo nos dá a certeza de que é preciso seguir na luta traduzindo em melhores condições de vida para os Auxiliares

Reafirmamos o nosso compromisso de continuar trabalhando juntos pelo avanço e desenvolvimento do nosso sindicato, detectando os anseios dos trabalhadores e os transformando em lutas e conquistas.