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11/02/2019

Desemprego estrutural

A globalização econômica fez aumentar a competitividade em âmbito internacional, principalmente através do comércio exterior, fazendo com que as empresas buscassem formas de reduzir custos de produção, comercialização e transporte. E, segundo especialistas, a globalização da economia, que ganhou força a partir de 1970, refletiu no aumento do desemprego estrutural em todo o mundo, inclusive em economias avançadas.


Dentre as formas de reduzir custos de produção podem ser citadas as principais causas do desemprego estrutural: adoção de novas tecnologias e sistemas administrativos e produtivos de custo reduzidos, sendo ambos com diminuição de mão de obra.

No Brasil o desemprego de longa duração, que considera os desocupados há mais de um ano, em setembro de 2018, estava em 4,8% da força de trabalho, segundo dados divulgados pelo IBGE. E a taxa de desemprego, depois de bater recorde no primeiro trimestre de 2017 (13,7%), baixou apenas 2 pontos no trimestre encerrado em outubro de 2018 (11,7%) segundo IBGE. Esse número mostra a lenta recuperação do mercado de trabalho brasileiro, ainda marcado pelo desalento dos trabalhadores e pela informalidade.

O que se constata é que a informalidade não mais abrange exclusivamente os trabalhadores pobres, sem qualificação e/ou formação; mas atinge cada vez mais, categorias médias de emprego e trabalhadores qualificados que se tornam “prestador de serviços”, consultores, assessores, terceirizados em geral de pequenas e médias empresas, além de outras atividades.

Existe o receio entre os analistas de que essa alta do desemprego resultante da grave crise econômica ameace o Brasil também com elevação do desemprego estrutural. Para uma pessoa que fica muito tempo fora do mercado de trabalho pode ficar mais difícil de voltar. Portanto, pode se tornar crônica, uma situação que era temporária.

O desemprego estrutural tem a ver com a discrepância entre o número de pessoas procurando empregos e o número de vagas disponível.

Naturalmente, tal fato aumenta os desafios profissionais dos brasileiros, bem como das organizações sindicais que os representam, impelindo tais entidades à busca de novas estratégias de ação.