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28/01/2019

As 26 pessoas mais ricas do mundo têm a mesma renda que 3,8 bilhões de pobres

Segundo relatório global “Bem público ou riqueza privada?” produzido e divulgado dia 21 de janeiro pela Organização Não Governamental Oxfam, a distância entre os mais ricos e os mais pobres aumentou ainda mais, no ano de 2018.


O estudo mostra que a fortuna dos bilionários do mundo aumentou 12% em 2018 (cerca de US$ 900 bilhões), ou US$ 2,5 bilhões por dia, enquanto a metade mais pobre do planeta (3,8 bilhões de pessoas) viu sua riqueza reduzida em 11% no ano passado.

A Oxfam afirma que os governos contribuem para o aprofundamento da desigualdade ao não tributar grandes fortunas e corporações de forma apropriada.

E de acordo com estudo feito pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip) e pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), o Brasil é um grande exemplo dessa disparidade social. Aproximadamente 50% da carga tributária brasileira incide sobre o consumo, ou seja, corresponde às taxas embutidas no preço de qualquer mercadoria. No entanto, taxa sobre grandes fortunas, patrimônio e herança são baixas, ou seja, a tributação onerosa aos mais pobres aprofunda a desigualdade social. Segundo a Oxfam, o Brasil tinha 42 bilionários em 2018, com riqueza total de US$ 176,4 bilhões.

O relatório revela que a cada dois dias, como em 2017, estamos criando um novo bilionário. Nos últimos dez anos – desde a crise financeira de 2007/2008, - o número de bilionários quase dobrou: foi de 1.125 em 2008, para 2.208 em 2018.

A forma como as economias são organizadas promovem o crescimento e a injusta concentração de riqueza entre poucos privilegiados, enquanto milhões de pessoas subsistem. O cenário não precisava ser esse já que há riqueza suficiente no mundo para garantir a todos oportunidades para uma vida justa.

Ocorre que, os mais ricos não são taxados devidamente, o que colabora para aumentar tal abismo. Apenas 0,5% de imposto sobre as fortunas de apenas 1% dos mais ricos seria suficiente para garantir a educação de 262 milhões de crianças que não vão à escola no mundo, hoje. Também ajudaria a salvar a vida de 3,3 milhões de pessoas com assistência médica. Todos os dias cerca de 10 mil pessoas morrem por falta de cuidados de saúde.