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Como matar o seu Sindicato

Não freqüente o sindicato, mas quando for lá, procure algo para reclamar. Se comparecer a qualquer atividade, encontre falhas no trabalho de quem está lutando pela categoria.


Nunca aceite uma incumbência, lembre-se de que é mais fácil criticar do que realizar. Se a diretoria pedir sua opinião sobre um importante assunto, responda que não tem nada a dizer e depois espalhe como deveriam ser as coisas.

Não faça mais do que absolutamente o necessário, porém, quando os diretores estiverem trabalhando com boa vontade e com interesse para que tudo corra bem, afirme que sua entidade está dominada por um grupinho.

Não leia o jornal da entidade e muito menos os comunicados. Afirme que ambos não publicam nada de interessante e melhor ainda, diga que não os recebe regularmente. Se for convidado para qualquer cargo, recuse alegando falta de tempo e depois critique com afirmações do tipo: “Essa turma quer é ficar para sempre nos cargos..."

Quando tiver divergências com um diretor, procure com toda intensidade vingar-se na entidade, faça ameaças de abrir processo ético e envie cartas ao quadro social com acusações pesadas à diretoria.


Sugira, insista e cobre a realização de cursos e palestras à diretoria. Quando a entidade realizá-los, não se inscreva nem compareça. Se receber um questionário da entidade solicitando sugestões, não preencha e se a diretoria não adivinhar suas idéias e pontos de vista, critique e espalhe a todos que é ignorado.

Após toda esta colaboração espontânea, quando cessarem as publicações, as reuniões, a assistência jurídica e todas as demais atividades, inclusive, ver os seus direitos sendo desrespeitados e não ter a quem recorrer, enfim, quando o seu sindicato morrer, estufe o peito e afirme com orgulho: “Eu não disse?”.

É claro que não queremos que isso aconteça.
Por isso, reiteramos convite para você participar efetivamente do seu Sindicato, assumindo a luta pela justiça, brotando o desejo de unidade.

(Fonte: Revista Repórter FECESP)